Correntes Fluviais, Marítimas e das Marés

Produção Energética

Pelos estudos de eficiência realizados na prática através da medição de grandezas e aquisição de valores reais, foi possível provar que para o modelo de acelerador de corrente mais eficiente (modelo A1) denominado por acelerador de corrente tipo hidroreactor, a velocidade Vt do escoamento pela zona mais estreita do canal, é cerca de 40% superior à velocity Vc da corrente no exterior, no caso de ausência de qualquer resistência ao escoamento (regime livre). 

Provou-se também na prática, que no caso de ausência de qualquer resistência ao escoamento (regime livre) na zona mais estreita do canal, verifica-se uma certa constância na razão Vt/Vc entre a velocidade Vt do escoamento pela zona mais estreita do canal e a velocidade Vc da corrente no exterior, para valores típicos de velocidade de corrente, significando que os aceleradores de corrente tipo hidroreactor mantêm praticamente a mesma eficiência em toda a gama de valores típicos de corrente, mantendo o desempenho em correntes intensas. 

Isto significa que a carga (energia por uninade de massa de líquido) do escoamento na zona mais estreita do canal é cerca de 2 vezes superior à carga da corrente no exterior e a densidade de potência na zona mais estreita do canal cerca de 2,75 vezes superior que a densidade de potência da corrente no exterior. Significa também que os aceleradores de corrente tipo hidroreactor introduzem uma queda +DH significativa, de cerca de 200 mm para uma corrente 2 m/s (4 Nós), 300 mm para uma corrente de 2,5 m/s (5 Nós) e 400 mm para uma corrente de 3 m/s (6 Nós). 

O seguinte gráfico mostra a variação da queda +DH introduzida e da potência disponível P, com a velocidade Vc da corrente, para aceleradores de corrente tipo Hidroreactor definidos por diâmetros na zona mais estreita do canal de cerca de 1m, 1.5m and 2m, assumindo para a razão Vt/Vc entre a velocidade Vt de escoamento na zona mais estreita do canal e a velocidade Vc da corrente exterior, na ausência de qualquer resistência ao escoamento, um valor constante de 140%.  

A seguinte tabela resume a potência nominal expectável para aceleradores de corrente tipo hidroreactor definidos por diâmetros na zoma mais estreita do canal de 1m, 1.5m e 2 m, estabelecida para velocidades de corrente de 4 Nós (2m/s), 5 Nós (2,5m/s) e 6 Nós (3m/s).

Diâmetro do canal na zona mais estreita

Diâmetro máximo da superfície exterior

Comprimento do Ducto Potência nominal p/ corrente de 4 Nós (2m/s) Potência nominal p/ corrente de 5 Nós (2,5m/s) Potência nominal p/ corrente de 6 Nós (3m/s)
1 m 4,6 m 7 m 8,5 kW 16 kW 29 kW
1,5 m 6,75 m 10,5 m 19 kW 37 kW 65 kW
2 m 9 m 14 m 34 kW 67 kW 115 kW

A tecnologia em questão apresenta um grande potencial para a conversção da energia cinética das correntes, porque os aceleradores de corrente tipo hidroreactor têm o efeito de uma pequena queda em adição à normal força da corrente. Os aceleradores de corrente tipo Hidroreactor introduzem uma queda significativa generando um escoamento caracterizado por uma carga significativamente superior à carga da corrente, promovendo o aproveitamento da energia das correntes num maior número de locais.

As correntes das marés constituem uma forma de energia constante, devido ao efeito de gravitação da Lua sobre o movimento rotativo da Terra, gerando a mesma quantidade de energia com muito menos potência instalada que nos sistemas eólicos e solares.